Por felipe.martins

Porto Alegre -  A família de um general incluído na lista dos 377 responsabilizados por graves violações de direitos humanos no relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) está processando a União por danos morais. Entre os responsáveis apontados pelo texto, divulgado em dezembro, estão 181 pessoas que já morreram, inclusive os cinco ditadores que ocuparam a Presidência.

Presidente Dilma Rousseff chorou ao discursar na Comissão Nacional da Verdade em BrasíliaAlan Sampaio / iG Brasília

Floriano Aguilar Chagas, morto em 2011, é citado em um trecho que explica o sequestro de dois brasileiros que desapareceram em Buenos Aires, capital da Argentina, nos anos 1970. Chagas era adido do Exército na Embaixada do Brasil à época.

Os familiares de Chagas argumentam que a menção ao nome do general é “caluniosa” e que a CNV não apresentou provas dos crimes. A ação foi ajuizada na Justiça federal do Rio Grande do Sul na última sexta-feira. Ex-coordenadora da Comissão, Rosa Cardoso informou desconhecer a ação, e esclareceu que as informações do relatório constam de fontes especificadas no texto.

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