Por tiago.frederico

Rio - A represa de Billings, considerada uma das últimas esperanças de São Paulo contra a crise hídrica, está poluída e com substâncias causadoras de doenças. Embora a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirme que tem capacidade para tratar essa água, especialistas levantam dúvidas.

Análise feita a pedido da ‘Folha de S. Paulo’ constatou concentração de coliformes fecais cem vezes maior do que a estabelecida pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

O estudo também indicou presença de bactérias que provocam gastroenterite, infecção urinária, diarreia com sangue e perfuração do intestino. Foram encontrados em níveis acima dos permitidos compostos como nitritos e fosfatos.

Parte da represa de Billings atende à região do ABC paulista, e a outra é bombeada para a área de Guarapiranga, que abastece a região metropolitana. Análises feitas em 2008 e 2010 já haviam detectado a presença de metais pesados, como chumbo, cobre e níquel, nos leitos das represas de Billings e Guarapiranga.

A crise foi gerada pelos baixos níveis do reservatório de água de São Paulo, o Sistema Cantareira — ontem, ele funcionava com 5% de sua capacidade. Uma das soluções apontadas pelo governo estadual para a crise seria um rodízio: cada região teria o abastecimento de água cortado cinco vezes por semana.

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