Polícia Federal descobre fraude em pensão a anistiados

Servidora do Planejamento é indiciada

Por O Dia

Brasília e Piauí - A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira, em Brasília e no Piauí, três pessoas acusadas de fraudar o pagamento de pensão a anistiados políticos. A detida em Brasília é um servidora do Ministério do Planejamento que, segundo as investigações, adulterou documentos para beneficiar o pai de seu sogro e dois de seus amigos.

Segundo a Polícia Federal, a servidores acrescentou os nomes do pai do sogro e dos amigos numa listagem de beneficiados, mas usando a mesma matrícula de um anistiado legal. Ela fez isso porque tinha conhecimento de que não há controle rigoroso sobre a relação dos beneficiados.

As pensões pagas com a fraude são de R$ 1.089,00 para cada fraudador envolvido. Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam que a servidora escolheu um valor baixo porque tinha conhecimento que, pela legislação, os que recebem menos de R$ 2 mil por mês, têm direito a receber de uma só vez os retroativos. Se a pensão for maior que R$ 2 mil, o pagamento pela União é feito em nove anos.Com a manobra, cada um dos incluídos irregularmente recebeu de R$ 346,8 mil.

Bloqueados R$ 600 mil

As investigações começaram em 2013 e identificaram o pagamento irregular de R$ 1,2 mil. Mas, segundo a Polícia Federal, já foram bloqueados metade desse valor em contas dos suspeitos. A apuração começou após a denúncia de uma gerente da Caixa do Piauí, onde o pai do sogro da servidora recebia o benefíciado. Como o conhecia, ela sabia que ele não era anistiado e informou a situação à Polícia Federal.

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