Por thiago.antunes

Brasília - Apontado como um dos operadores do esquema de propina na Diretoria de Serviços da Petrobras e na BR Distribuidora, o empresário Mário Goes, pagou, segundo o delator Pedro Barusco, 7,5 milhões de dólares ao ex-diretor Renato Duque, em nome da empresa Arxo. Em depoimento, Barusco afirmou que o dinheiro foi enviado para contas na Suíça e para offshores. Goes deve depor nesta terça-feira na Polícia Federal, em Curitiba, onde está preso desde domingo.

Lívia Novak, que defende Goes, negou que seu cliente tenha participado do esquema de corrupção. “Ele não fez nada disso. Trabalhava como consultor de algumas empresas, sim, mas de forma alguma como operador”, disse a advogada.

De volta à prisão

Também foi marcado para esta terça, no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento que decidirá se Renato Duque voltará a ser preso ou se continuará em liberdade. Ele é suspeito de ter recebido dinheiro do esquema de desvios instalado na estatal.

Preso em 14 de novembro, o ex-diretor foi solto no dia 3 de dezembro, pelo ministro Teori Zavascki. No fim de janeiro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF parecer favorável à nova prisão de Renato Duque.

O juiz federal Sergio Moro determinou ontem a soltura de três executivos da empresa catarinense Arxo. Gilson Pereira e Sérgio Marçaneiro estavam presos desde quinta-feira, e João Gualberto Pereira Neto, desde sexta. O grupo é suspeito de pagar propina para vencer licitações de obras da estatal. A empresa nega e diz que a investigação é movida por “vingança” de uma ex-funcionária.

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