Por victor.duarte

Paraná - O Ministério Público Federal (MPF) enviou nesta terça-feira à Justiça Federal em Curitiba parecer a favor do pedido de tratamento psicológico feito pela defesa do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Em manifestação enviada ao juiz Sérgio Moro, o procurador Diego Castor de Matos não se opôs ao tratamento, desde que seja feito com autorização da Justiça.

Defesa pede autorização da Justiça para Cerveró tratar depressão

Defesa pede à Justiça internação imediata de Cerveró

Na semana passada, no pedido feito ao juiz, a defesa de Cerveró anexou laudo assinado pela psicóloga Elizabeth Carneiro, que pede autorização para começar o tratamento dentro da prisão. Os advogados chegaram a pedir a internação dele, mas desistiram. Na quarta-feira, Cerveró foi atendido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após apresentar um quadro clínico de ansiedade, com alta de pressão arterial, segundo os advogados.

Ex-diretor da área internacional da Petrobras%2C Nestor Cuñat Cerveró foi preso no início da madrugada desta quarta-feira ao desembarcar no Rio de JaneiroDivulgação / Agência Brasil

"Declaro, para os devidos fins, que Nestor Cerveró é meu paciente há três anos e faz tratamento psicoterápico desde essa época para um quadro de transtorno de ansiedade. Desde o mês de abril de 2014, vem apresentando sintomas depressivos severos, necessitando assim de tratamento psicológico também para essa patologia. Apresenta-se atualmente com depressão maior, sendo extremamente danosa a interrupção do tratamento psíquico", diz a médica no laudo.

Cerveró está na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde 14 de janeiro, em função dos desdobramentos da Operação Lava Jato. Ele foi preso sob a acusação de tentar ocultar seus bens.

De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), no dia 16 de dezembro Cerveró sacou R$ 500 mil de um fundo de previdência privada e transferiu o valor para a filha, mesmo tendo sido alertado pela gerente do banco de que perderia 20% do valor. Em junho do ano passado, o ex-diretor da Petrobras havia transferido imóveis para seus filhos, com valores abaixo dos de mercado. Na intepretação do MPF, Cerveró tentou blindar o patrimônio e, por isso, a prisão foi requerida. A defesa nega que os saques tiveram a intenção de se desfazer do patrimônio.

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