Por bferreira

Rio - O ex-governador da Bahia Jaques Wagner, ministro da Defesa, é o nome “consensual” do PT, caso o ex-presidente Lula decida não concorrer à Presidência da República, em 2018. A informação é do vice-prefeito do Rio, o petista Adilson Pires. Em conversou com O DIA, na Sapucaí, ele afirmou que Lula só não será candidato, caso enfrente problemas de saúde.

Adilson PiresPaulo Araújo / Agência O Dia

Membro da Executiva Nacional do PT, Pires afirmou ainda que o prefeito Eduardo Paes (PMDB) terá o apoio dos petistas, caso queira suceder Lula ou Wagner, nas eleições de 2022. “Paes é o favorito para ganhar o governo do estado e, com a reforma política, a reeleição acaba: tentar a Presidência será natural.”

O DIA: Feliz com a reaproximação do PT e do PMDB?

ADILSON PIRES: A nossa aliança foi muito importante para viabilizar os governos do Lula e da Dilma. O PMDB do Rio tem um peso enorme. Elegeu o presidente da Câmara dos Deputados (Eduardo Cunha) e a liderança do partido na Casa (Leonardo Picciani). Esse movimento que o Lula começou a fazer de procurar o pessoal para conversar é o necessário da política. O (Jorge) Picciani (presidente regional) fala uma coisa com a qual concordo: em política, tudo o que é natural dá certo. E a aliança do PT com o PMDB é natural. Não seria natural uma aliança entre PT e DEM. Ou o PMDB com o PSDB.

PT com o DEM vai lá, mas PMDB e PSDB há controvérsias.

Aliança do PMDB com o PSDB não é natural. Tanto é assim que não deu certo, quando eles apoiaram o (presidenciável tucano) Aécio Neves (no movimento 'Aezão'). O próprio Picciani fala que aliança do PMDB com o PT é natural.

O Pezão sugeriu o nome de Eduardo Paes para a sucessão da presidenta Dilma. Que união é essa, se o Lula quer ser candidato?

O Eduardo Paes é o favorito para ganhar o governo do estado, em 2018. Então, não faz sentido ele deixar de ser governador do Rio para ser o vice do Lula, por exemplo. A não ser que seja muito necessário. O prefeito está muito comprometido com o projeto que governa o Brasil há 12 anos. O natural é ser Lula presidente, e Paes governador.

Ficou acertado, então, que o Eduardo Paes abrirá mão de se candidatar, em 2018, à Presidência.

Você sabe que haverá uma reforma política em que se acabará com a possibilidade da reeleição. Se o Lula se eleger presidente e o Eduardo governador, será natural que, ao final de seus mandatos, em 2022, Paes seja presidente.

O PT abrirá mão de ter candidato próprio?

Sim, vai. O Eduardo Campos (candidato à presidência, morto em acidente aéreo em 2014) seria o nome natural, na sucessão da Dilma. O problema é que ele tentou furar a fila, forçar sua candidatura. A mesma coisa o Eduardo Paes, lançado por Pezão presidente. É mais um balão de ensaio. Se ele esperar, ele é o nome. Porque Eduardo Paes terá sido governador e seu nome será o natural.

O Lula será mesmo candidato?

A alternativa ao Lula, no PT, é o Jaques Wagner.

É consensual?

Sim. Se não for o Lula, será o Jaques Wagner. Mas o Lula só não será candidato se não estiver bem de saúde.

Por que o Jaques Wagner?

Depois do Lula, hoje, ele é a figura mais forte. Foi governador duas vezes na Bahia, fez sucessor, e o estado que governou é fronteira do Nordeste com o Sudeste. E é carioca. Então, é o mais habilidoso e seu nome é consensual.

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