Por bferreira

Brasília - Com o fim do recesso de 11 dias do Congresso esta semana, a presidenta Dilma Rousseff vai investir a partir de hoje em encontros com os líderes dos partidos da base na Câmara e no Senado para explicar as razões das medidas provisórias que restringem a concessão de benefícios trabalhistas e pedir apoio ao ajuste fiscal.

Aos aliados, Dilma defenderá índice de 4,5% de correção na tabela do IRReuters

Ao mesmo tempo, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), também vai participar do esforço para dobrar as resistências no Congresso e, com isso, evitar as ameaças de rebelião da base às propostas do governo. Hoje à noite, Temer promove no Palácio do Jaburu um jantar entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, para costurar a aprovação das medidas do ajuste fiscal.

Além dos encontros com aliados, o governo se prepara para testar sua base ao logo desta semana em votações de interesse do Planalto.

Há ameaça de derrubada de vetos de Dilma que afetam diretamente o caixa do governo, como o que rejeitou a redução para 6% das alíquotas da contribuição previdenciária tanto para patrões como para empregados domésticos. A medida reduz a arrecadação do governo em cerca de R$ 600 milhões por ano.

Outro temor é que os parlamentares mantenham a correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda, com impacto nas contas públicas de R$ 7,9 bilhões em 2015. Dilma defende o índice de 4,5%.

Está prevista também para esta semana a instalação de uma nova CPI para investigar a Petrobras. Governistas se mobilizam para tirar do PT a relatoria da comissão, que tem poder para influenciar o andamento da investigação.

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