Por victor.duarte

Rio - O vice-presidente da República, Michel Temer, voltou a defender nesta segunda-feira o voto majoritário para vereadores, deputados estaduais e federais, o chamado o distritão, durante palestra na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Ele disse que será difícil eliminar o financiamento empresarial de campanhas políticas, como defendem setores da sociedade. Para ele, o financiamento é uma “contribuição do exercício da cidadania”.

Vice-presidente da República%2C Michel Temer%2C participa de evento na Firjan%2C no centro do Rio de JaneiroTânia Rêgo / Agencia Brasil

Na avaliação de Temer, o voto proporcional, que leva em consideração os votos obtidos por cada candidato e o conjunto de votos recebidos pelo partido, como é feito hoje, obriga as legendas a procurarem pessoas com potencial de alavancar votos, em detrimento da afinidade ideológica. Com o voto majoritário, no qual ganha, de fato, o candidato mais votado, ele acredita que a representatividade nas câmaras será mais justa e democrática.

“Muitas vezes, no Congresso Nacional, tivemos experiências, em face do coeficiente eleitoral (usado no cálculo das eleições proporcionais), em São Paulo, por exemplo, em que [o coeficiente eleitoral] é de 300 mil votos e o partido que faz 900 mil votos elege três deputados. Ou seja, se um candidato fizer 900 mil votos, outros dois serão eleitos, mesmo que tenham um voto cada um”, esclareceu. “Não estou exagerando”, acrescentou “já teve caso em que um deputado obteve 1,6 mil votos e levou consigo [para o Congresso] cinco deputados, um deles com 285 mil votos”.

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