Governo de Dilma tem 62% de reprovação, segundo Datafolha

Presidenta atingiu a mais alta taxa de reprovação de um mandatário desde setembro 1992, quando Collor estava prestes a cair, que chegou a 68%

Por O Dia

Rio - Em meio à crise econômica, escândalos envolvendo a Petrobras e a três meses no novo mandato, a presidenta Dilma Rousseff atingiu a mais alta taxa de reprovação de um mandatário desde setembro 1992, véspera do impeachment do então presidente Collor, que chegou a 68%. A pesquisa Datafolha, publicada pelo jornal Folha de São Paulo, aponta que que 62% dos brasileiros consideram a gestão de Dilma ruim ou péssima. O índice de reprovação do seu governo aumentou 18 pontos em relação a fevereiro.

As maiores taxas de rejeição foram registradas no Centro-Oeste e Sudeste, com 75% e 66%, respectivamente. Também em cidades com mais de 200 mil habitantes, com 66%. Entre pessoas com escolaridade média, 66%, e entrevistados com renda mensal familiar de dois a cinco salários mínimos, com 66%.

Pesquisa foi feita após as manifestações do último domingoRoberto Stuckert/Presidência da República

Taxa de aprovação

Apenas 13% dos entrevistados consideram a gestão boa ou ótima, índice mais baixo desde o começo do primeiro mandato de Dilma. Na região Norte a aprovação foi mais alta, com 21%. Já no Nordeste, onde a presidenta teve uma expressiva votação na campanha de reeleição em 2014, a taxa de aprovação ficou em 16%.

O levantamento foi realizado entre esta segunda e terça-feira e ouviu 2.842 pessoas. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Congresso Nacional

Ainda pior que a popularidade de Dilma é a avaliação que a população faz do trabalho do Congresso. A pesquisa mostra que só 9% consideram ótimo ou bom o desempenho dos deputados e senadores.

Para metade da população (50%), a atuação dos congressistas é ruim ou péssima. A taxa só é comparável com as do fim de 1993, período em que a reprovação aos parlamentares oscilou em torno de 56%.

Os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), estão entre os investigados da Operação Lava Jato.

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