Protesto na Paulista teve 82% de eleitores de Aécio Neves

Pesquisa do Datafolha revela ainda que 74% nunca tinham participado de manifestações

Por O Dia

Rio - Pesquisa feita pelo Instituto Datafolha na Avenida Paulista no domingo e publicada ontem no jornal Folha de S.Paulo revela que 82% dos participantes na manifestação contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) votaram em Aécio Neves (PSDB) nas eleições de outubro. E 96% desaprovam a administração da atual governante. No pleito, o senador mineiro foi derrotado pela petista.

Protesto reuniu multidão na Avenida PaulistaDavid Shalom/iG São Paulo

A pesquisa indica ainda que a maior motivação dos que lotaram a principal Avenida da capital paulista foi o combate à corrupção. Segundo o Datafolha, 47% responderam que saíram às ruas por esse motivo. Já 27% revelaram que queriam pedir o impeachment da presidenta; 27% protestar contra o PT; e 14% contra todos os políticos brasileiros.

O levantamento do Datafolha mostra ainda que a maioria dos participantes da manifestação não tem engajamento político. Dos ouvidos pelo Instituto, 74% afirmaram que participavam pela primeira vez de um ato político de rua.

A pesquisa revelou ainda que a maior parte dos participantes do protesto tem renda e escolaridades altas. Dos entrevistados, 76% afirmaram ter curso superior completo. E 41% informaram ter renda mensal superior a 10 salários mínimos (o equivalente a R$ 7.880,00).

O Instituto Datafolha ouviu também os participantes da manifestação de sexta-feira, a favor da Petrobras e da democracia, convocada pela pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Dos entrevistados, 71% contaram ter votado em Dilma Rousseff no segundo turno das eleições, mas apenas 4% afirmaram que participaram da manifestação para defendê-la das críticas.

STF rejeita ação contra presidenta

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou ontem petição do PPS para que a presidenta Dilma Rousseff (PT) fosse investigada na Operação Lava Jato. Ele entendeu que o documento não tinha validade legal, e por isso, não será apreciado.

Mais cedo, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), divulgara nota informando que daria apoio ao pedido do PPS. No comunicado à imprensa, Aécio refutou a fala do ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, que afirmou terem sido os eleitores do tucano que se manifestaram nas ruas.

O senador criticou Dilma e prometeu acompanhar com “lupa”as investigações sobre o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. “Lamentavelmente, nem a presidente nem o seu governo compreenderam a dimensão do que está acontecendo no Brasil”, diz a nota.

Ministros mostram a Renan projeto anticorrupção

Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, apresentaram ontem ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) as propostas de combate à corrupção que serão anunciadas hoje ao governo. Sem dar detalhes, Cardozo disse que o objetivo é discutir o assunto com o Poder Legislativo e a sociedade.

Ele explicou que o projeto foi discutido com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e propostas da entidade incorporadas. “É muito importante o diálogo com as forças políticas do Congresso Nacional, governistas ou oposicionistas”.

Também ontem, o PMDB entregou ao vice-presidente da República e presidente do partido, Michel Temer (PMDB), uma proposta de Reforma Política que prevê o fim da reeleição e o financiamento privado de campanhas limitado a um candidato por cargo. Feito pelo Fundação Ulysses Guimarães, instituto de pesquisas do PMDB, o documento, de oito páginas, propõe voto distrital e mandatos de cinco anos para vereadores, deputados e Executivos e de 10 anos para senadores.

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