Ato impede discurso de Eduardo Cunha

Presidente da Câmara dos Deputados foi recebido em Porto Alegre com vaias e beijo gay

Por O Dia

Porto Alegre - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi recebido com vaias e um ‘beijaço’ gay ontem, em visita à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Manifestantes gritaram palavras de ordem e impediram que Eduardo Cunha falasse na AssembleiaAgência RBS

Comandado por militantes do movimento LGBT, o protesto foi similar ao de São Paulo na sexta-feira passada, quando o parlamentar foi xingado. Mais de uma vez, Cunha manifestou-se contra a criminalização da homofobia e contra o que chama de “heterofobia”.

O deputado foi ao Rio Grande do Sul para participar de um debate sobre a reforma política. Entre os presentes, estava o vice-presidente da República, Michel Temer, e o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, ambos do PMDB.

Antes mesmo da chegada de Cunha, ativistas promoveram um apitaço do lado de fora e exibiram cartazes. Quando Cunha chegou, houve vaias e gritos como “fora, Cunha”, “não, não me representa, não” e “Cunha, seu machista, tu és corrupto e ainda moralista”.

O protesto seguiu durante a execução do Hino Nacional, já durante a sessão, levando o presidente da Assembleia, deputado estadual Edson Brum (PMDB), a suspender a sessão e transferi-la para outro local, longe dos manifestantes.

Eduardo Cunha classificou a manifestação como “intolerância” e se disse “completamente indiferente” aos protestos contra ele realizados em suas aparições públicas. Nas redes sociais, outras do mesmo estilo já estão sendo articuladas. “Não estou nem um pouco preocupado com isso. São 20 ou 30 pessoas de um grupo específico que vêm só para agredir. Isso não tem que causar nenhuma preocupação. Isso não faz parte da democracia. Isso é intolerância”, disse o deputado.

Quando conseguiu falar, o parlamentar reafirmou que votará em maio o projeto de reforma política defendido por ele e pelo PMDB. O texto é debatido atualmente numa comissão especial na Câmara dos Deputados.

Segundo o raciocínio do parlamentar peemedebista, se não houver definição sobre o tema, o Brasil terá uma eleição confusa em 2016, como em 2014. “Ninguém aguenta mais uma eleição assim. Faremos uma semana só para isso, para votar a reforma política”, anunciou o deputado.

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