Dilma e Aécio se encontram em velório

Adversários nas eleições de 2014, os dois compareceram à vigília de Thomaz Alckmin, filho do governador de São Paulo

Por O Dia

São Paulo - A presidenta Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) chegaram quase ao mesmo tempo ontem ao velório de Thomaz Alckmin, filho do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Adversários nas eleições de 2014, os dois acompanharam juntos uma oração e cantos em homenagem ao filho mais novo de Alckmin e da primeira-dama, Maria Lúcia Ribeiro Alckmin. Dilma e Aécio se cumprimentaram com um beijo no rosto, logo após a presidenta abraçar a filha de Alckmin, Sophia.

O corpo de Thomaz, que morreu na quinta-feira em um acidente aéreo que vitimou mais quatro pessoas, foi velado durante a madrugada de sexta-feira no hospital Albert Einstein, no Morumbi. Depois do velório, o carro com o corpo de Thomaz foi, no início da tarde de ontem, para o cemitério de Pindamonhangaba, onde ele foi enterrado às 19 horas.

Acompanhada dos ministros da Fazenda, Joaquim Levy; da Justiça, José Eduardo Cardozo; e da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, a presidenta rezou durante a cerimônia no Einstein. Dilma ficou cerca de vinte minutos no velório. O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), também foram à vigília.

O governador Alckmin e a mulher estavam bastante emocionados durante as orações, que terminaram com uma salva de palmas dos presentes. Aécio Neves e o ministro Cardozo acompanharam a celebração lado a lado, de frente para o casal.

Por meio de sua página do Facebook, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou mensagem, também assinada pela ex-primeira dama Marisa Letícia, em que afirma que “nessa hora de dor e tristeza por uma perda irreparável, prestamos nossos sentimentos e nossa solidariedade para o governador Geraldo Alckmin, a primeira-dama Lu Alckmin, para a esposa, os irmãos e filhas do jovem Thomaz Alckmin”.

O comando da Polícia Militar e técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) suspeitam que uma das pás da hélice do helicóptero em que Thomaz estava teria se partido ou se soltado durante o voo. Isso teria provocado forte instabilidade no helicóptero e o tornaria quase impossível de controlar.

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