Por clarissa.sardenberg

São Paulo - Segundo Jean, ele já estava sentado numa poltrona do vôo JJ 304, da TAM, que o levaria do Rio de Janeiro para Brasília no dia 7 de abril às 10h19. O voo não estava lotado, mas por um acaso que ele sugere tenha sido proposital, o deputado Jair Bolsonaro estava na poltrona exatamente ao lado da sua. "Era uma poltrona do meio, daquelas que ninguém escolhe ocupar", declarou o deputado em entrevista ao iGay neste sábado. 

"Eu tenho memória, esse homem foi capaz de empurrar uma deputada em pleno um salão verde e chamá-la de vagabunda na frente das câmeras", declarou.

Segundo Jean Wyllys, não existe 'heterofobia' e acusação é sem fundamentoCarlo Wrede / Agência O Dia

"Esse senhor colocou na porta do gabinete dele um carta dizendo que 'quem gosta de ossada é cachorro', ele fez isso porque as famílias de pessoas mortas durante a ditadura e que foram enterradas em cemitérios clandestinos estavam reclamando pelos seus mortos", explicou Jean.

Bolsonaro entrou no avião com a câmera ligada, e filmou a cena em que avisa a Jean que vai viajar sentado ao lado dele, e registra o momento em que Jean se levanta e troca de assento.

Ele divulgou o video nas redes sociais, acusando ter sido vítima de "heterofobia". Jean tinha decidido não comentar o caso com a imprensa, já que a considerou uma não-notícia. "Heterofobia não existe. Que tipo de acusação é essa?"

Reportagem de Ana Ribeiro

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