Bolsonaro pede desfiliação do Partido Progressista

Deputado alegou falta de espaço no partido. Levy Fidelix declarou que PRTB 'está de braços abertos' para recebê-lo

Por O Dia

Brasília - O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pediu sua desfiliação do Partido Progressista na manhã desta terça-feira. A solicitação foi feita ao presidente da legenda, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), durante uma convenção nacional da sigla, em Brasília. A desfiliação de Bolsonaro ainda não foi aceita, mas o PRTB já surge como principal interessado em receber o polêmico parlamentar. O presidente da legenda, o não menos controverso Levy Fidelix, candidato à Presidência da República em 2014, já deixou claro que está de braços abertos para receber o deputado.

“Bolsonaro e toda a sua família serão muito bem vindos ao PRTB. Tanto ele quanto seus filhos são homens corretos, íntegros e honestos e suas posições políticas e pessoais visam sempre o bem estar da família tradicional brasileira. O nosso partido tem em suas principais diretrizes a defesa da Família e da Pátria e, por isso, tenho certeza que toda a família Bolsonaro seriam de enorme valor ao nosso partido", diz texto publicado hoje no site oficial de Levy Fidelix.

Bolsonaro é condenado a pagar R$ 150 mil por declarações homofóbicas

Jair Bolsonaro disse não ter mais espaço no Partido ProgressistaReprodução Facebook

O deputado mais votado do partido e do Rio de Janeiro disse, ao ser chamado para discursar, ter um "sonho, mas não tem espaço" no PP. De acordo com o jornal, até as 12h15, Nogueira não havia respondido ao pedido.

Bolsonaro tem a intenção de disputar a Presidência da República em 2018 e fez críticas ao PP quando a Ciro Nogueira apareceu com um dos investigados da Operação Lava Jato.

Ainda a confirmar tanto a saída de Bolsonaro do PP como sua ida para o PRTB, fato é que, juntos, ele e Levy Fidelix formariam a bancada dos "condenados por homofobia". O ex-presidenciável foi condenado em março pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por conta de declarações homofóbicas em debate eleitoral.

"Aparelho excretor não reproduz (…) Como é que pode um pai de família, um avô ficar aqui escorado porque tem medo de perder voto? Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto. Vamos acabar com essa historinha", afirmou em rede nacional, durante o debate. Ele também comparou homossexualidade à pedofilia e defendeu atendimento a população LGBT "bem longe da gente".

O TJ-SP considerou que as declarações do então candidato “ultrapassado os limites da liberdade de expressão, incidindo em discurso de ódio”

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