Cantareira opera estável com 19,9% da capacidade

A pluviometria está em 11,2 milímetros, o que representa 12,5% da média histórica esperada para todo o mês de abril

Por O Dia

São Paulo - O nível do Sistema Cantareira permaneceu estável nesta terça-feira, pelo quarto dia seguido, mesmo sem a incidência de chuvas em sua cabeceira. A pluviometria está em 11,2 milímetros, o que representa 12,5% da média histórica esperada para todo o mês de abril. Desde o último sábado, o índice está em 19,9%, segundo cálculo feito com base no volume útil, água que fica acima das comportas com captação por gravidade.

Levando em conta o uso da primeira cota do volume morto – água que fica abaixo das comportas e é retirada por meio de bombeamento –, o nível está em 15,4%. Os dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) indicam que o volume disponível para o abastecimento na região metropolitana de São Paulo é 195,6 bilhões de litros.

Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São PauloDivulgação

Antes da crise hídrica, iniciada há um ano após um verão sem chuvas, entre 2013 e 2014, o Cantareira abastecia em torno de 9 milhões de pessoas, número que caiu, gradativamente, para 5,6 milhões. Além de reduzir as retiradas pela migração do atendimento para outros sistemas, a Sabesp tem recorrido à estratégia de concessão de bônus para quem economiza e aplicação de multa para gastos elevados.

Nesta segunda-feira, o governo paulista anunciou novo remanejamento, que deve diminuir o uso da água do Cantareira. Pelo menos 250 mil pessoas abastecidas pela Represa de Guarapiranga passarão a ser atendidas pelo Sistema Rio Grande. O volume que deixa de ser retirado do Guarapiranga deverá ser transferido para abastecer alguns bairros que dependem do Cantareira.

Entre eles estão o Ipiranga, na zona sul; Pinheiros, na zona oeste, e uma parte da cidade de Osasco, a oeste da Grande São Paulo. A demanda dessas localidades ficará a cargo tanto do Guarapiranga quanto do Cantareira.

Embora tenha apresentado ligeira queda no nível, de 0,2 ponto percentual entre esta segunda e terça-feira , o Sistema Rio Grande foi o que atingiu a melhor recuperação hídrica, operando com 96,3% da capacidade. Criado em 1958 , este sistema atendia, até 2013, as cidades de São Bernardo, Diadema e uma pequena parte de Santo André.

No ano passado, mais bairros de Santos André passaram a ser atendidos e, agora, o consumo está sendo ampliado para a zona sul da cidade de São Paulo, incluindo os bairros Balneário São Francisco, Cidade Júlia, Eldorado, Jardim Apurá, Jardim Guacuri, Jardim Rubilene, Jardim Selma e Pedreira.

Na medição da Sabesp, divulgada hoje (14), constam que dos seis mananciais administrados por essa empresa na região metropolitana de São Paulo, dois permaneceram com o armazenamento estável – o Cantareira com 19,9%, e o Alto Cotia, que opera com 64,6% de sua capacidade. Os demais tiveram queda: Alto Tietê (de 22% para 21,8%), Guarapiranga (de 83,6% para 83,5%), Rio Grande (de 96,5% para 96,3%) e Rio Claro (de 45,5% para 45,3%).

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