Por bferreira

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff escolheu o jurista Luiz Edson Fachin, de 57 anos, para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) em julho com a aposentadoria de Joaquim Barbosa. Professor de Direito Civil da Universidade Federal do Paraná, ele é especialista em Direito Civil e da Família e tem doutorado na PUC-SP e pós-doutorado pelo Ministério das Relações Exteriores do Canadá.

Luiz Edson Fachin é especialista em Direito Civil e Direito de FamíliaGazeta do Povo

Dono da banca Fachin Advogados Associados, ele é membro da Academia Brasileira de Direito Constitucional, da Academia Brasileira de Direito Civil, do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e do Instituto dos Advogados do Paraná (IAP).

A expectativa ontem era que a indicação chegasse à noite ao Senado, onde Fachin será submetido a sabatina antes de ser confirmado no STF. Ele deve enfrentar a resistência do presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), por sua ligação com movimentos sociais, a CUT e o PT. Renan queria no STF o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Coêlho.

Além de ser reconhecido pela sólida formação em Direito, Luiz Edson Fachin é considerado um hábil negociador e tem bom trânsito com políticos. Tem apoio, entre outros, dos senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Álvaro Dias (PSDB-PR) e do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT). Conhecido também por sua militância política, Fachin é membro da Comissão da Verdade do Paraná, por indicação da CUT.

Ele esteve cotado para as vagas de Eros Graus e de Ayres Brito, quando eles se aposentaram do STF, em 2011 e 2013, mas perdeu o lugar para os ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. A indicação de Fachin teria esbarrado na resistência do PMDB, que o consideraria muito próximo ao PT.

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