Por bferreira

Santa Catarina - A carta de um menino de 11 anos agradecendo a um juiz por ter liberado a mãe (doente terminal) para morrer em casa foi um dos assuntos mais comentados nas redes socais. O caso aconteceu em Joinville, no norte de Santa Catarina. A mensagem foi enviada pela internet.

O juiz decidiu ir até o hospital onde a mulher, condenada por furtos, estava internada com uma lesão cerebral provocada pela toxoplasmose, adquirida em decorrência da Aids. “Embora estivesse com metade do corpo paralisado, ela estava algemada pelo tornozelo. Compreendo que é um protocolo de segurança, mas não era razoável”, contou o juiz ao portal G1.

O magistrado decidiu, então, autorizar a prisão domiciliar, o que foi feito assim que a presa recebeu alta. No dia 25 de março, a mulher morreu num hospital de Florianópolis, após passar os últimos dias de vida na casa de uma irmã, ao lado dos filhos de 11 e 9 anos, que ela não via fazia mais de um ano.

Sobre o tempo que passaram juntos, a avó paterna disse que a criança teve dedicação total à mãe. “Foram à praia, fizeram passeios. Ele dormia num colchão ao lado do sofá só pra cuidar dela, caso ela precisasse de alguma coisa. Deixou até de brincar para cuidar da mãe”, conta. A criança retornou a Joinville, e hoje vive com o irmão sob os cuidados da avó paterna.

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