Por karilayn.areias

Brasília - Trabalho da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), divulgado nesta quarta-feira, revela que desigualdade de acesso a serviços como eletricidade e saneamento básico adequado são diferentes, até mesmo dentro das próprias regiões administrativas do DF. O estudo levou em consideração, entre outros, fatores objetivos como o acesso a saneamento básico, água tratada, idade escolar correspondente à série cursada e acesso à energia elétrica.

"Quando a gente olha para o Distrito Federal, em geral nós temos bons indicadores de oportunidade. Mas essas oportunidades não estão distribuídas igualmente, nem nas regiões administrativas nem nas pessoas", disse Flávio de Oliveira Gonçalves, diretor de estudos e políticas sociais da Codeplan e um dos autores do estudo.

Cada cidade pode apresentar números que contradizem o senso comum, o que indica que nem todas as pessoas que vivem em uma mesma região conseguem acessar as "oportunidades disponíveis da mesma maneira", diz trecho do estudo. No Lago Norte, por exemplo, o número que define a diferença na oportunidade de acesso a um saneamento adequado é de 3,6, enquanto em regiões como o Gama, essa diferença é de 0,6.

Na tabela geral com o Índice de Oportunidade Humana (IOH) de cada região, as cidades que mais necessitam de atenção pública para equilibrar o acesso aos serviços é a Fercal, que em um índice que vai de 0 a 100, atinge 78,3, seguida pelo Jardim Botânico, 86,2, e Sobradinho II, com 87,6. Isso não implica dizer que as cidades acima são as mais pobres do DF, ainda que algumas apresentem baixas taxas de renda familiar.

"Você tem regiões como a Estrutural e a Fercal que apresentam um saneamento muito precário. Mesmo em regiões consideradas ricas, você também saneamento precário. Mas eu diria que o quadro do Lago Norte ou do Jardim Botânico, que têm um baixo nível de saneamento, a situação não é socialmente tão preocupante quanto a Fercal ou a Estrutural", disse Flávio Gonçalves.

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