Por fernanda.macedo

São Paulo - A Justiça arquivou, no último mês, o processo instaurado contra o soldado Henrique Dias Bueno de Araújo, de 31 anos, que, no dia 18 de setembro de 2014, matou com um tiro na cabeça o camelô Carlos Augusto Muniz, de 30 anos. O processo foi arquivado em 27 de março pela juíza de direito da 5° Vara do Júri, Eliana Cassales Tosi de Melo, a pedido do Ministério Público Estadual de São Paulo.

Segundo informações do jornal "El País Brasil", o promotor que solicitou o encerramento do caso, Rogério Zagallo, é o mesmo que ficou conhecido por afirmar, em seu perfil do Facebook, que arquivaria processos contra policiais que matassem manifestantes contra o aumento das passagens de ônibus.

O caso ocorreu na Lapa, Zona Oeste de SP, durante uma ação violenta da polícia para reprimir o comércio de produtos ilegais. O policial militar atirou em Muniz logo após o camelô tentar pegar de sua mão o spray de pimenta que usava no momento da prisão de outro colega de trabalho. 

Dezenas de pessoas que estavam no local registram momentos finais do camelô que levou um tiro à luz do dia. As imagens provocaram revolta nas redes socias, após Araújo alegar primeiramente que o tiro havia sido acidental, e depois que ele atirou porque Muniz teria tentado desarmá-lo. No entanto, as imagens desmentiram a versão da polícia.



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