Polícia diz que chacina na quadra da Pavilhão Nove foi ordenada por facção

Investigações mostram que algumas das vítimas comandavam pontos de tráfico de drogas na Zona Oeste da capital paulista

Por O Dia

São Paulo - A Polícia Civil, que investiga a chacina de oito torcedores do Corinthians na noite de sábado, informou que a ordem para a execução partiu de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. Dois suspeitos já foram identificados. O crime ocorreu na sede da torcida Pavilhão Nove, na Zona Norte de São Paulo.

Chacina deixa oito corintianos mortos

Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), as investigações mostram que algumas das vítimas comandavam pontos de tráfico de drogas na região da Ceagesp, na Zona Oeste da capital paulista. Eles teriam se desentendido com grupos rivais.

Oito torcedores morreram na chacina na sede da Pavilhão NoveReprodução TV Globo

Testemunhas relataram à polícia que três homens armados invadiram o local por volta das 23h após um dia de festa. O Departamento Estadual de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que se trata de uma execução, pois as vítimas foram encontradas deitadas e próximas. Após os depoimentos, os agentes descartam que a motivação do crime tenha sido uma rixa entre torcidas.

Entres as vítimas estão Fábio Neves Domingos, de 34 anos, preso na tragédia que matou um jovem torcedor boliviano, quando o Corinthians disputava a Copa Libertadores da América de 2013, contra o San José, da Bolívia. E Mydras Schmidt, de 38 anos, que foi puxador de samba da escola Pérola Negra no ano passado.

Também foram executados Ricardo Junior Leonel do Prado, de 34 anos, André Luiz Santos de Oliveira, de 29 anos, Mateus Fonseca de Oliveira, de 19 anos, Jhonatan Fernando Garzillo, de 21 anos, Marco Antônio Corassa Junior, de 19 anos, e Jonathan Rodrigues do Nascimento, de 21 anos.

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