Por felipe.martins

Paraná - Em greve há seis dias, professores do Paraná fizeram um protesto na manhã de sexta-feira, feriado do Dia do Trabalho, para criticar a ação violenta da PM do governo de Beto Richa (PSDB). Os protestos de quarta-feira, em frente à sede da Assembleia Legislativa (Alep), terminaram com pelo menos 190 feridos, entre os quais, 20 policiais militares.

De acordo com Hermes Leão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (APP-Sindicato), cerca de 10 mil pessoas participaram do protesto. Já a PM contabilizou três mil participantes. O grupo tingiu de vermelho o espelho d’água que fica em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, para simbolizar o sangue dos feridos.

Manifestantes tingiram lago de vermelho%2C simbolizando ação truculenta de PMs que deixou 190 feridosGazeta do Povo

Na quarta-feira, a PM usou bombas de efeito moral, jatos d’água, spray de pimenta, balas de borracha e até pitbulls para conter o avanço dos manifestantes, que queriam acompanhar, na Alep, a sessão que votava um projeto com mudanças no custeio da ParanaPrevidência, o regime próprio da Previdência Social dos servidores. Uma assembleia na terça-feira definirá a continuidade ou não da greve. Quase um milhão de alunos estão sem aula por causa da paralisação.


MP investiga ação policial

O Ministério Público do Paraná instaurou na quinta-feira um procedimento para investigar as responsabilidades pelos excessos de policiais na repressão aos professores. Os promotores querem ouvir as pessoas envolvidas na manifestação e analisar as imagens do protesto. Dez pessoas já prestaram depoimento.

“Esse evento mancha a história do Paraná e o estado democrático de direito. Jamais imaginamos que pudéssemos vivenciar o que aconteceu na Assembleia, uma verdadeira batalha campal”, disse o procurador de Justiça, Paulo Sérgio Markowicz de Lima, um dos encarregados pela investigação.

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