Por felipe.martins
Lava Jato: Lula comentou sobre insinuações sobre sua participação Efe

São Paulo - O núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por tráfico de influência internacional e no Brasil, afirma a revista ‘Época’ em reportagem de capa na edição desta semana. Segundo a reportagem, para o MP, Lula exerceu nesse período influência junto ao governo federal para obter contratos para a empreiteira Odebrecht”, entre os anos de 2011 a 2014, para “obras custeadas, direta ou indiretamente, pelo BNDES”.

A Odebrecht é uma das principais empreiteiras investigadas pela Operação Lava-Jato, que apura esquema de pagamento de propinas na Petrobras. A reportagem diz que “Lula viajava bancado pela Odebrecht; dava palestras e se encontrava com o presidente do país em questão; o BNDES liberava recursos para obras no país; o governo do país contratava a Odebrecht para tocar as obras”. O banco, diz a reportagem, financiou ao menos US$ 4,1 bilhões em projetos da empreiteira nesses países durante os governos Lula e Dilma Rousseff.

Para o MP, a relação do ex-presidente com a Odebrecht configura tráfico de influência em transação comercial internacional, crime previsto no artigo 337-C do Código Penal. Outro crime identificado pelo MP refere-se a suspeita de tráfico de influência junto ao BNDES, enquadrado no artigo 332 do mesmo código.

Em ato da CUT ontem pelo Dia do Trabalho em São Paulo, Lula comentou as insinuações sobre sua suposta participação nos esquemas investigados pela Operação Lava Jato e a denúncia de ‘Época’. “Querem que empresários citem meu nome na Lava Jato. Aí vem essas revistas brasileiras, que são um lixo, não valem nada... Certamente serei criticado por estar sendo agressivo. Mas pega todos os jornalistas da Veja e da Época e enfia um dentro do outro que não dá 10% da minha honestidade”, disparou.

Lula também mandou um recado à oposição, disse que parte da elite tem medo que ele volte a ser presidente e negou ser candidato em 2018. “Estou quietinho no meu lugar. Não me chame para briga porque sou bom de briga. Não tenho intenção de ser candidato a nada, mas tenho vontade de brigar. Está aceita a provocação. Tentei hesitar. Mas a Dilma é a presidente e quero que ela governe o País”. Disse ainda que vai “começar a andar o país”, para “conversar com o povo brasileiro, trabalhador, desempregado, camponês, empresário”.

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