Por felipe.martins

São Paulo - As comemorações do 1º de Maio das duas principais centrais sindicais do país foram marcadas pelo embate em relação ao projeto de terceirização (PL 4330). Em São Paulo, onde se concentrou o maior número de trabalhadores em dois grandes atos, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) ameaçou uma greve geral caso a proposta seja aprovada no Congresso Nacional, enquanto a Força Sindical defendeu que a terceirização não fere os direitos trabalhistas.

No ato da CUT, realizado no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista, sindicalistas eram contra o projeto de lei que trata da terceirização. O PL 4330, que permite a terceirização em todas as atividades da empresa, já foi aprovado pelos deputados e agora será analisado pelo Senado Federal. A ideia da central é realizar uma greve caso o PL seja aprovado.

“O ato do 1º de Maio é contra o projeto que prevê a terceirização. É também o primeiro movimento para uma greve geral caso a terceirização seja aprovada no Congresso”, disse Vagner Freitas, presidente da CUT. A greve geral seria só um primeiro passo, de acordo com ele. A ideia é que a central faça pressão para que a presidente Dilma Rousseff vete o projeto, caso ele seja aprovado no Congresso.

Presente ao evento da Força, o senador Aécio Neves (PSDB) afirmou que o Senado vai “aprimorar” o projeto da terceirização aprovado na Câmara dos Deputados. Segundo Aécio, o texto será discutido entre os senadores com “enorme responsabilidade”. “De um lado vamos garantir a regulamentação para aqueles que são terceirizados. Nós vamos também propor um limite para que as empresas possam terceirizar algumas de suas atividades.”

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