Por bferreira

Brasília - O Ministério Público do Distrito Federal acusou três indígenas por tentativa de homicídio que, em dezembro do ano passado, protestavam na Câmara e deram uma flechada na sola do coturno de um policial militar durante confronto entre a PM e índios. Segundo a ‘Folha de São Paulo’, se condenados, eles poderão cumprir penas que variam de dois a 14 anos de prisão em regime fechado.

A imagem de uma flecha cravada do coturno do PM foi repetida nos telejornais de Brasília do dia 16 de dezembro. Os vídeos disponíveis, porém, não mostram a flecha sendo lançada nem quem a disparou. Segundo a PM, a flecha foi disparada na direção do pé do capitão da PM Edson Gondim Silvestre, no momento em que a polícia impedia um grupo de índios de entrar no Anexo II da Câmara.

Os indígenas protestavam contra a Proposta de Emenda à Constituição nº 215, que inclui entre as competências exclusivas do Congresso “a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e a ratificação das demarcações já homologadas”.

Na versão do capitão Gondim à Polícia Civil, quatro índios o cercaram logo após um número maior, com cerca de 60 indígenas, ser contido pela PM ao tentar invadir o Anexo II. Gondim afirmou ter usado spray de pimenta contra os quatro, mas “outros três índios passaram a atirar flechas”.

Parecia “uma chuva de flechas”, disse o PM, que saiu ileso do episódio.

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