Por bferreira

Paraná - Cinco dias depois da ação policial que deixou mais de 200 professores feridos em Curitiba, o secretário de Segurança do Paraná, Fernando Francischini, se posicionou pela primeira vez sobre o episódio: ele prometeu uma “apuração rigorosa” e afirmou que não há justificativa para o que aconteceu.

“Não tem justificativa. Nós lamentamos. As imagens são terríveis. Nunca se imaginava que um confronto como esse terminasse de maneira tão lastimável, com as imagens que nós vimos. Nada justifica lesões, vítimas, de ambos os lados”, afirmou Francischini.

O confronto entre PMs e ativistas ocorreu enquanto a Assembleia Legislativa do Paraná aprovava projeto do governador tucano Beto Richa, que transfere 33 mil aposentados de um fundo deficitário para outro superavitário. Alegando perdas futuras na previdência, os servidores eram contrários à migração.

Criticado por manifestantes, pela oposição e até por aliados de Richa devido à ação, Francischini não respondeu se houve excessos da polícia, mas disse que já há um inquérito policial, com acompanhamento do Ministério Público, para apurar isso.

“Só o resultado final do inquérito poderá dizer se houve abuso e de quem. Isso será conduzido com rigor e transparência”, garantiu.

O secretário, cuja demissão tem sido cobrada por manifestantes, defendeu seu trabalho à frente da pasta. “Minha posição sempre está à disposição do governador. Eu estou numa função que talvez seja a mais complicada e difícil do Estado num momento como esse. Tenho que aceitar as críticas e construir resultados”, afirmou.

Na quarta-feira passada, o protesto terminou com 213 manifestantes e 21 policiais feridos. A polícia prendeu 14 manifestantes.

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