Por karilayn.areias

São Paulo - O deputado estadual e ex-policial militar Coronel Telhada (PSDB) poderá ser o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O deputado foi oficializado no Diário Oficial do Estado, na semana passada, como um dos três indicados do PSDB para compor a comissão.

Coronel Telhada pode ser o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos de São PauloDivulgação

Telhada foi escolhido pelo partido em sua bancada de 22 parlamentares, a maior da Casa. A indicação tem a assinatura do presidente da Alesp, Fernando Capez, correligionário de Telhada. Como a presidência da comissão ficará com o PSDB, o ex-policial vai poder disputá-la com outros dois tucanos, Carlos Bezerra Jr. e Hélio Nishimoto, informou a revista "Carta Capital". 

A notícia, que só ganhou os corredores da Alesp ontem, não agradou os deputados petistas. Para João Paulo Rillo, a indicação é "legítima". "Mas é óbvio que a visão dele sobre direitos humanos está na contramão de tudo o que acreditamos", afirmou. 

O Coronel PM Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, conhecido como Coronel Telhada, foi eleito vereador pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em 2012. No ano passado, ele candidatou-se a deputado estadual, tendo sido eleito com 254.074 votos, a segunda maior votação de São Paulo.

No ano passado Telhada se envolveu em uma polêmica logo após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), que saiu vitoriosa das urnas no segundo turno das eleições 2014. O ex-comandante se manifestou contra o resultado da votação em seu perfil do Facebook horas depois da apuração. Pregando a independência de São Paulo, Telhada chegou a ser investigado pela mesma comissão que pode presidir.

Outra controvérsia também envolve as comissões da Alesp. Faltando menos de 30 dias para o fim do primeiro semestre, a Alesp ainda não discutiu ou votou qualquer projeto de lei proposto pelos parlamentares eleitos em outubro passado. As 15 comissões da Casa ainda não entraram em atividade, pois os 171 membros só foram oficializados no dia 24 de abril deste ano. Além disso, nenhuma discussão pode ser iniciada porque as disputas políticas impediram a escolha dos presidentes de cada uma delas.


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