Por victor.duarte

Brasília - O Senado aprovou nesta terça-feira a indicação do jurista Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal (STF). Com votação apertada, ele foi aprovado com 52 votos a favor e 27 contra e nenhuma abstenção. Indicação da presidente Dilma Rousseff, Fachin assumirá vaga decorrente da aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa.

A definição do advogado gaúcho para a mais alta instância jurídica do Brasil acabou sendo uma derrota para o presidente do Senado, Renan Calheiros, que se esforçou junto a aliados do PMDB para evitar a indicação da presidente da República. Sua intenção era apontar um nome de seu interesse para fazer frente a uma desejada segunda indicação por parte de Dilma.

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A votação foi secreta e a sessão teve início com um revés para o governo, que teve vetada a indicação de Guilherme Patriota para o cargo de embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA). O diplomata é irmão de Antonio Patriota, ex-chanceler de Dilma. Foram 38 votos contrários e 37 a favor.

Fachin enfrenta resistência por ter declarado voto na petista na eleição de 2010, e por ter feito parte da Associação Brasileira de Reforma Agrária. Na última quinta-feira, ele foi sabatinado por cerca de 11 horas pelos membros da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Na oportunidade, respondeu a perguntas sobre assuntos polêmicos como casamento gay, aborto, redução da maioridade penal e legalidade da Marcha da Maconha.

Com informações do iG e Agência Brasil

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