Por victor.duarte

Paraná - Um grupo formado por 12 juristas protocolou nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa do Paraná, uma petição pedindo o impeachment do governador do Estado, Beto Richa. O documento tem a assinatura de 6 mil pessoas, segundo o advogado e professor de Direito Administrativo Tarso Cabral Violin, um dos integrantes do grupo.

‚ÄúEssa peti√ß√£o, o impeachment se deve em face do massacre no Centro C√≠vico de Curitiba, que aconteceu no dia 29 de abril de 2015. V√°rios professores, estudantes e servidores p√ļblicos foram gravemente feridos, eu mesmo levei um estilha√ßo de bomba a dois cent√≠metros do olho, poderia ter ficado cego. Ent√£o o nosso pedido √© em face desse massacre", explica Violin.

Governador Beto Richa é acusado de ser responsável pela violência contra professoresDivulgação

No √ļltimo dia 29, mais de 200 pessoas, na maioria professores, ficaram feridas ap√≥s a√ß√£o da pol√≠cia militar para dispersar os manifestantes que protestavam contra um projeto de lei que altera a Previd√™ncia estadual. Nos dias seguintes, o secret√°rio de Educa√ß√£o e o comandante-geral da Pol√≠cia Militar (PM) do estado e o secret√°rio de Seguran√ßa P√ļblica pediram demiss√£o dos cargos.

‚ÄúA lei diz que √© crime de responsabilidade fazer este tipo de agress√£o √†s pessoas e tamb√©m, se n√£o mandar fazer, deixar que seja feito. O que aconteceu no dia 29 √© que o massacre ocorreu por duas horas consecutivas. O governador, a qualquer momento poderia ter mandado parar de fazer o massacre. O ministro da Justi√ßa [Jos√© Eduardo Cardozo] ligou para ele, os senadores ligaram para ele e ele mesmo assim n√£o fez nada para paralisar aquele massacre. E, √† noite, ainda, ele defendeu dizendo que, tecnicamente, a pol√≠cia agiu em conformidade com a lei‚ÄĚ, alega o advogado. Procurado pela Ag√™ncia Brasil, o governo do Paran√° disse que ‚Äúo pedido n√£o tem fundamento algum‚ÄĚ e que ‚Äúaguarda o seu tr√Ęmite na Assembleia Legislativa".

No √ļltimo dia 29, mais de 200 pessoas, na maioria professores, ficaram feridas ap√≥s a√ß√£o da pol√≠ciaDaniel Castellano / Gazeta do Povo


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