Professores de universidades federais iniciam greve por tempo indeterminado

Paralisação é por novo plano de carreira e reajuste salarial

Por O Dia

Rio - As atividades em universidades federais de Alagoas, Amapá, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins foram paralisadas nesta quinta-feira após decisão de professores e técnicos administrativos em assembleia. Além do reajuste salarial, os servidores pedem um novo plano de carreira e aumento no investimento nas federais.

Nesta sexta-feira, há paralisações marcadas no Paraná e Mato Grosso do Sul, por professores da da UFPR, que fazem assembleia para decidir sobre a greve, e da UFMS.

O Ministério da Educação (MEC) informou em nota oficial nesta quarta-feira, que se reuniu com as entidades em busca de diálogo, "mas desde o início elas já informaram ter data marcada para a greve". Os professores pressionam o governo para ampliar o repasse de verba às universidades federais após o corte de R$ 9,42 bilhões no orçamento do MEC.

Greve nacional

No Rio, professores e técnicos administrativos da Universidade Federal Fluminense (UFF) resolveram entrar em greve a partir desta quinta-feira. Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a greve está marcada para esta sexta-feira e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) vai ter assembleia nesta quinta para decidir se as aulas continuam.

Nesta quinta-feira, 179 professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) se reuniram em assembleia, número suficiente, de acordo com o estatuto da entidade, para definir os rumos da mobilização que resultou no decreto de greve e o prazo é indeterminado.

No Amapá, a partir desta quinta, também por tempo indeterminado, entram em greve os professores da Universidade Federal do Amapá (Unifap), segundo informações do Sindicato dos

Docentes da mesma. Ainda se discute quais setores técnicos irão continuar serviços dentro da instituição.

Parte dos funcionários terceirizados da Universidade Federal da Bahia (Ufba) estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 13 de maio e exigem pagamento de salários atrasados pela empresa Líder Recursos Humanos, contratada pela universidade. o reitor da Ufba, João Carlos Salles, assumiu que a universidade tem uma dívida de R$ 28 milhões, referente ao ano de 2014 na última quinta-feira.

Segundo a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) entraram em greve, por tempo indeterminado, a partir desta quinta. No estado vizinho, professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) prometem paralisação nesta sexta-feira e sindicato pra greve em 15 de junho.

Na Universidade Federal do Pará (UFPA), a greve teve início no começo da manhã desta quinta-feira. Na Paraíba, também por tempo indeterminado, professores de Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiram pela paralisação, segundo informações da assessoria de imprensa da Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba (AdufPB).

Nesta sexta-feira, docentes irão se reunir em assembleia na Universidade Federal do Paraná (UFPR) para decidir sobre a greve.

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