Por fernanda.macedo

Brasília - O governo italiano autorizou a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato a partir de segunda-feira. A informação foi divulgada ontem pelo Ministério da Justiça, que, em nota, afirmou que “as autoridades brasileiras estarão prontas para cumprir imediatamente o processo de extradição”. A partir da data, o Brasil terá 20 dias, de acordo com o tratado entre os dois países.

Pizzolato fugiu para a Itália, mas foi preso no início do ano passadoReprodução Internet

Na semana passada, uma das instâncias superiores da Justiça italiana já havia autorizado a extradição de Pizzolato, restando apenas a manifestação do governo. Os julgadores rejeitaram recurso da defesa do ex-diretor, no qual alegava que os presídios brasileiros não têm condições de garantir a integridade física dos detentos.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal 470, o Mensalão. Antes de ser condenado, contudo, Pizzolato, que tem cidadania italiana, fugiu para a Itália com identidade falsa, mas acabou sendo preso em fevereiro de 2014.

Apesar de prontamente se colocar preparado para trazê-lo, o governo brasileiro adotou tom cauteloso, porque o ex-diretor do Banco do Brasil conseguiu adiar sua extradição, prevista para o início de maio, com um recurso a um tribunal administrativo italiano — agora negado.
Pizzolato deverá cumprir pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, onde outros condenados no processo do mensalão também estão presos.

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