Cristãos reagem à ‘crucificação’ de transexual

Em nota, CNBB chama manifestação de desrespeito. Em Manaus, vereadora pede lei contra a ‘cristofobia’

Por O Dia

São Paulo e Amazonas - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira nota em que chama de desrespeito a manifestação da atriz transexual Viviany Beleboni, de 26 anos, que, no domingo, durante a 19ª Parada do Orgulho LGBT, desfilou no alto de um carro presa a uma cruz, simulando a crucificação de Jesus. No texto, a entidade afirma que houve “desrespeito à consciência religiosa” do povo e ao símbolo da fé cristã.

Além disso, indicando que pode tomar medidas jurídicas contra a ativista, a nota da CNBB afirma que a “fé cristã e católica, e outras expressões de fé, encontram defesa e guarida na Constituição Federal”. E apela ao Poder Público que defenda o direito agredido.

Viviany alega que usou a imagem de Cristo para denunciar o sofrimento que as pessoas sofrem por causa de sua opção sexual, mas que nunca quis agredir os cristãos. “Nunca tive a intenção de atacar a Igreja. A ideia era protestar contra a homofobia”, disse ela.

Em Manaus, no Amazonas, em outra reação à crucificação da transexual, a vereadora Pastora Luciana (PP) apresentou na Câmara dos Vereadores projeto de lei que pede punição contra o que chamou de “crimes de cristofobia”. Ela disse que o projeto é uma defesa dos cristãos e de sua crença.

A vereadora, que apresentou o texto na quarta-feira, disse que ele é uma reação à crucificação de Viviany. “Foi uma afronta. Fiquei chocada”, afirmou.

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