Lindbergh acredita que o sentimento de insatisfação é majoritário dentro do PT

Senador falou das tentativas de abafar o descontentamento da maior parte do partido com as medidas que promovem arrocho na economia

Por O Dia

Brasília - Apesar das tentativas por parte da cúpula do PT de amenizar as críticas do restante do partido à política econômica conduzida pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) acredita que o sentimento de insatisfação é majoritário dentro do partido.

Para Lindbergh, a maior parte do PT não entende as medidas adotadas pelo governo da presidente Dilma RousseffDaniel Castelo Branco / Agência O Dia / Foto de arquivo

Para ele, esta será a posição predominante nos debates do 5º Congresso, que devem ocorrer a partir desta sexta-feira. “Estão tentando passar a versão de que está tudo calmo, mas na verdade, quem ficar aqui até o sábado vai ver. Vai ficar muito claro que a maioria é contra esta política econômica”, disse o senador que votou contrário às medidas fiscais do governo no Senado.

Segundo o senador, os petistas estão preocupados com os efeitos do arrocho fiscal promovido pelo governo da presidente Dilma Rousseff. “Está todo mundo preocupado com esta recessão que estamos entrando, com aumento do desemprego, com a diminuição da renda dos trabalhadores. Isso aqui vai ficar claro. Pode até ter mudanças no texto, mas são nuances. O centro deste congresso, eu posso afirmar, e as pessoas que esperem até sábado, vai ser de condenação a explícita da política econômica”, disse o senador ao iG.

“O que vai ter no final é que alguns não vão querer falar do Levy, mas mesmo o documento aprovado fala na questão da austeridade, do aumento da taxa de juros”, justificou .

O senador aposta ainda que a defesa da tese de separação entre governo e partido deverá prevalecer durante o encontro e que o papel do partido é representar a chamada “virada a esquerda” que se esperava da presidente Dilma Rousseff após as eleições, no entanto, ela não fez.

“Há um consenso aqui de que é preciso separar partido e governo, o governo é de coalizão. O governo tem Kátia Abreu (PMDB-TO), mas tem também o Patrus Ananias. Então nós temos que assumir o nosso papel que é ser o elo a esquerda deste governo e tentar influenciar”, defendeu o senador.

Para Lindbergh, a maior parte do PT não entende as medidas adotadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff. “Vai diminuir a arrecadação e vamos ter o aumento da dívida”.

“Então não há nada de mais o PT pedir reorientação de política econômica porque do jeito que está sendo feito não vai adiantar, vai colocar o país em recessão e não vai resolver o problema fiscal”.


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