Câmara repudia violência contra senadores e cobra posição do governo

Liderada por Aécio Neves e Aloysio Nunes, comissão foi à Venezuela e teve van atacada por manifestantes

Por O Dia

Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira uma moção de repúdio aos atos contra senadores brasileiros que estiveram na Venezuela para conhecer as condições dos presos que swe opõem ao governo daquele país. A aprovação da moção ocorreu após protestos no plenário contra manifestantes venezuelanos que protestaram atacando o veículo onde os parlamentares brasileiros estavam.

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Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, se uniu aos que protestavam contra atitude dos venezuelanos Bruno de Lima / Agência O Dia

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se uniu aos parlamentares que protestavam contra atitude dos venezuelanos e cobrou uma posição do governo. “Não há dúvida que o governo brasileiro tem de manifestar sua repulsa à agressão”.

Cunha designou uma comissão de deputados para ir ainda hoje ao Ministério das Relações Exteriores para saber do ministro Mauro Vieira a posição do governo brasileiro em relação ao incidente.

“Não podemos admitir que senadores brasileiros, que chegaram em avião da Força Aérea Brasileira, com uma suposta escolta policial, sejam submetidos a agressões dessa natureza. Então, nosso repúdio ao fato.” Ele explicou que já pediu ao ministro Mauro Vieira informações mais detalhadas sobre o ocorrido e pediu providências do governo.

Senadores brasileiros vão à Venezuela e relatam ataques de manifestantesReprodução Twitter

Segundo Eduardo Cunha, o ministro foi chamado pela presidenta Dilma Rousseff e “deve estar avaliando a posição do governo brasileiro”, informou. "O ministro não está se negando a prestar os esclarecimentos que pedimos. ele nos relatou todo o ocorrido", esclareceu.

Cunha acrescentou que as informações indicam que a integridade dos senadores está preservada e que, neste momento, eles estão no aeroporto. "Mas a delegação ficou sob risco. “Esse risco não é admissível", concluiu Cunha.

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