Acareação reforça versões divergentes

Paulo Roberto Costa e o doleiro Youssef concordaram em um único ponto: a suposta propina paga pela Braskem

Por O Dia

Rio - Apenas um “ponto de convergência”. Este foi o resultado da acareação entre o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba. Depois de oito horas frente a frente, os dois só concordaram com o pagamento de propina feito pela Braskem - braço petroquímico da Odebrecht - para uma compra de nafta.

Segundo os advogados, os outros oito pontos destacados para análise terminaram com os delatores mantendo as versões originais das delações premiadas. “O motivo pelo qual existia a divergência era por qual motivo que existia esse pagamento. Esse ponto foi esclarecido, chegando ambos à mesma versão. O pagamento existia para acelerar o procedimento de compra de nafta, e também em relação ao preço do nafta.

A acareação entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto durou oito horas Reuters

Como o nafta no Brasil acabava sendo mais barato do que a cotação internacional, existiu pagamento e comissionamento por parte da empresa”, afirmou o advogado Tracy Reinaldet, que representa Youssef. O percentual da propina variava entre 1% e 3%, e os pagamentos eram feitos em dinheiro.

O advogado João Mestieri, que representa Paulo Roberto Costa, confirmou a convergência entre as versões. “No primeiro momento, o Paulo Roberto Costa disse que não participou disso, porque não se dava com o diretor-presidente [DA BRASKEM]. Aí começaram a rememorar uma série de questões para então chegar à admissão de que isso ocorreu.”

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