Bilhete em que Marcelo Odebrecht pede 'destruir e-mail sondas' é pego pela PF

Advogados de empreiteira afirmam que 'destruir' significa 'rebater' e não quer dizer eliminar as provas

Por O Dia

Curitiba - A Polícia Federal apreendeu nesta segunda-feira um bilhete manuscrito do empresário Marcelo Bahia Odebrecht para seus advogados pedindo que deletassem um e-mail que contém a expressão "destruir sondas". Segundo o jornal "Estadão", a PF informou nesta quarta-feira sobre a ação ao juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato.

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Odebrecht listou 'destruir e-mail sondas' em bilhete apreendido pela PF Reprodução Internet

A denúncia foi levada à Justiça Federal pelo delegado Eduardo Mauat da Silva, parte da força-tarefa da Lava Jato. Segundo ele, os advogados de Odebrecht, Dora Cavalcanti e Rodrigo Sanches Rios, o procuraram em seu gabinete nesta terça-feira para entregar sua versão dos fatos.

“As anotações não continham o mais remoto comando para que provas fossem destruídas, e que – à toda evidência – a palavra destruir fora empregada no sentido de desconstituir, rebater, infirmar a interpretação equivocada que foi feita sobre o conteúdo do e-mail”, afirmaram os advogados.

O bilhete foi copiado por agentes, já que é "de praxe as correspondências dos internos são examinadas por medida de segurança”. 

A PF afirma que uma das provas que incrimina Marcelo Odebrecht, preso na última sexta-feira, é exatamente uma troca de emails entre funcionários da empresa.

O conteúdo da correspondência enviada para Marcelo por Roberto Prisco, em 2011, é referente a um sobrepreço de US$ 25 mil por dia em contrato de afretamento e operação de sondas.

Os executivos da empreiteira Fernando Barbosa, Márcio Faria e Rogério Araújo também eram destinatários do e-mail. Tanto Faria quanto Araújo estão presos.

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