Por tamara.coimbra
Publicado 26/06/2015 14:31 | Atualizado 26/06/2015 15:09

Brasília - A presidenta Dilam Rousseff afirmou, em entrevista ao jornal norte-americano "The Washington Post", que há "um pouco de preconceito sexual" sobre sua forma de governar. A reportagem foi publicada no site do periódico nesta quinta-feira.

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A declaração foi realizada após o repórter comentar que a presidente é uma micromanager — termo em inglês que designa um chefe muito controlador. Na ocasião, Dilma questionou se "alguma vez você já ouviu alguém dizer que um presidente do sexo masculino coloca o dedo em tudo".

"Eu acredito que há um pouco de preconceito sexual. Sou descrita como uma mulher dura e forte que coloca o nariz em tudo, e eu estou [me dizem] cercada por homens muito bonitos", finalizou.

Dilma afirma que sua baixa taxa de aprovação preocupa, mas que não vai se impressionar muito com issoAgência Brasil

Na entrevista, Dilma afirmou ainda que sua baixa taxa de aprovação preocupa, mas que não vai se impressionar muito com isso. "Você tem que viver com as críticas e com o preconceito."

Questionada sobre se algum momento no primeiro mandato pensou que o país não ia bem, a presidenta respondeu que houve um agravamento na economia no final de 2014, assim como uma queda na arrecadação de receitas do governo. Ela disse ainda que o governo prevê uma melhora na situação em 2016, e que a partir do ano que vem o Brasil irá crescer a "taxas normais", dando como exemplo a projeção do FMI de altas de 3,5% ao ano no PIB mundial.

Sobre o desemprego, a presidenta relata, sem citar nominalmente o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que "colocou 50 milhões de pessoas na classe média" e que espera reduzir a desigualdade até o final de seu mandato.

"É claro que eu me preocupo com isso [aumento do desemprego], estou preocupada com isso desde o primeiro dia. Houve um aumento do desemprego nos últimos dois meses. Mas antes disso, já tínhamos criado 5,5 milhões de empregos. Queremos um ajuste [fiscal] rápido, porque queremos reduzir o efeito do desemprego."

De acordo com Dilma, a atual taxa de desemprego — registrada 6,7% em maio pelo IBGE nas seis regiões metropolitanas — não é alta.

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