José Dirceu pede habeas corpus preventivo para não ser preso

Medida tenta evitar que ex-ministro da Casa Civil seja alvo de uma ordem de prisão no decorrer das investigações sobre esquema de propinas na Petrobras

Por O Dia

Rio - O ex-ministro da Casa Civil do Governo Lula, José Dirceu, entrou com pedido de habeas corpus preventivo no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) para não ser preso. De acordo com o órgão, a solicitação chegou às 10h30 e será julgado pelo juiz convocado Nivaldo Brunoni, que substitui o relator da Lava-Jato na corte, João Pedro Gebran Neto, em férias desde a última segunda-feira.

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Defesa de José Dirceu entrou com pedido de habeas corpus preventivo Estadão Conteúdo

A defesa de Dirceu avalia que ele está "na iminência de sofrer constrangimento ilegal" ao referir-se a uma eventual ordem de prisão pela Justiça Federal no Paraná. Os advogados do ex-ministro Roberto Podval, Paula Moreira Indalecio Gambôa, Luis Fernando Silveira Beraldo, Daniel Romeiro, Viviane Santana Jacob Raffaini e Jorge Coutinho Paschoal, assinam o habeas corpus.

No pedido enviado ao TRF-4, a defesa de Dirceu relembrou sua trajetória e afirmou que "ele nunca se pautou por fins mesquinhos ou gananciosos". "Ao longo da sua vida como político, não construiu castelos, não criou impérios ou acumulou fortuna. Até mesmo seus críticos mais duros sabem que com ele não encontrarão riquezas escondidas", diz um trecho do documento.

Dirceu está sendo investigado pela Operação Lava Jato sob suspeita de receber propina da Engevix, empreiteira na qual os executivos são réus por corrupção e lavagem de dinheiro. Na última segunda-feira, o lobista Milton Pascowitch firmou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato e apontou supostos repasses de propinas para o ex-ministro.

No último dia 25, surgiram rumores sobre o pedido de habeas corpus para o ex-presidente Lula. O fato foi negado pelo TRF-4 e na época, o desembargador federal João Pedro Gebran Neto declarou que “não existe qualquer fundamento legal para a pretensão” e que o "autor popular não traz qualquer informação concreta sobre aquilo que imagina ser uma ameaça ao direito de ir e vir do paciente”.

*Com informações do IG


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