Dilma reage a ameaças de impeachment da oposição

Temer diz que afastamento de presidenta é ‘impensável’

Por O Dia

Brasília - Um dia depois de os tucanos defenderem seu afastamento do cargo, a presidenta Dilma Rousseff convocou reunião do Conselho Político do governo, integrado pelos presidentes de partidos aliados e líderes governistas. A estratégia é reagir fortemente ao movimento da oposição. Logo pela manhã, o vice-presidente e articulador político, Michel Temer, afirmou que é preciso evitar que uma crise institucional se instale no governo. Segundo ele, a presidente Dilma está tranquila com o avanço do movimento dentro do Congresso Nacional em torno da possibilidade de ela deixar a Presidência.

“A presidente está inteiramente tranquila. Todos nós achamos que é algo impensável para o momento atual (a saída da Presidência). Eu vejo essa pregação com muita preocupação. Nós não podemos ter a essa altura, em que o país tem grande repercussão internacional, uma tese dessa natureza sendo patrocinada por diversos setores. A crise é usada muito genericamente quando você pode ter uma crise econômica, uma crise política. O que não se quer é uma crise institucional. Levar-se adiante uma ideia de impedimento da presidente da República poderia revelar uma crise institucional, que é indesejável para o país”, afirmou Temer.

Mais tarde, no Senado, foi a vez da ex-ministra Gleise Hoffmann (PT-PR) sair em defesa de Dilma. A petista bateu boca com senadores do PSDB. Ela acusou os tucanos de adotar uma postura “golpista” e de “criar um clima” para desestabilizar a gestão de Dilma.

O tucano Aloysio Nunes (SP) reagiu: “Eu sou um senador da oposição. Você chamou a oposição de golpista. Estou contestando”. Gleise rebateu: “Não lhe chamei de golpista. Vossa Excelência vestiu a carapuça”.

Já o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), classificou como piada as críticas feitas pela cúpula do PSDB ao governo da presidenta. Para ele, a defesa pública do impeachment feita pelos tucanos durante convenção do partido, no fim de semana, é “uma visão autoritária”, irresponsável e “coisa de uma direita truculenta”.

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