Por karilayn.areias

São Paulo - Uma pesquisa divulgada pela Rede Nossa São Paulo nesta quinta-feira mostra a forte sensação de inseguranças das crianças e adolescentes que vivem na cidade: 61% dos pesquisados disseram ter medo de assalto/roubo; 56%, de "violência em geral"; e 33%, de tráfico de drogas.

O levantamento, que ouviu 805 crianças e adolescentes, apontou também alguns aspectos que revelam as consequências da desigualdade social. Entre as crianças e jovens de menor renda familiar, 21% afirmaram não usar a Internet. Enquanto no universo total de entrevistados, o índice é de 9%.

Os dados mostram também que, mesmo este segmento mais jovem da população paulistana está descontente com a preservação, ou melhor, com a falta de preservação dos rios, lagos e represas da cidade. Três de cada quatro entrevistados atribuíram notas de 1 a 5 – em uma escala de 1 a 10 – para o tema.

Em relação às instituições, a pesquisa revelou que as “igrejas” e o “corpo de bombeiros” são as mais bem avaliadas pelo segmento (ambas com 86% de ótimo e bom). O "Poder Judiciário" é a instituição menos conhecida (50% a conhecem) e a "Câmara dos Vereadores" a mais mal avaliada, com 26% de ótimo e bom.

Apesar de atribuir nota abaixo de 5 para alguns dos temas pesquisados, a maioria das crianças e adolescentes tem uma avaliação positiva quando questionada sobre a qualidade de vida em São Paulo. Em uma escala de 1 a 10, em que 1 significa totalmente insatisfeitos e 10 totalmente satisfeitos, a pesquisa registrou média de 7,1.

Sobre a pesquisa IRBEM Criança e Adolescente

Desde 2010, a Rede Nossa São Paulo divulga anualmente o IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), com dados atualizados de percepção dos paulistanos sobre a qualidade de vida na cidade. Nesta pesquisa, porém, pela primeira vez foram entrevistadas apenas crianças e adolescentes, de 10 a 17 anos. As perguntas da pesquisa abordam temas do cotidiano do segmento, como escola e amigos, até conhecimento e avaliação das instituições, como Prefeitura e Câmara Municipal.

As 805 entrevistas foram realizadas entre 13 e 30 de junho de 2015, em todas as regiões da cidade. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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