Governo não usará reservas para controlar câmbio, diz ministro

As reservas de 360 bilhões de dólares permitem que o governo tenha autonomia sobre a política econômica do país, segundo o ministro

Por O Dia

Brasília - O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que o governo não estuda utilizar as reservas internacionais para fazer caixa ou influenciar a flutuação do câmbio. As reservas de 360 bilhões de dólares permitem que o governo tenha autonomia sobre a política econômica do país, segundo o ministro.

“Não há decisão, nenhum plano de venda de reservas internacionais por parte do governo brasileiro”, disse Barbosa após a reunião de coordenação política desta segunda-feira, comandada pela presidenta Dilma Rousseff.

“O volume de reservas dá autonomia ao Estado brasileiro para conduzir sua política econômica sem ter que recorrer aos organismos internacionais e, principalmente, dá à sociedade brasileira, a capacidade de suportar flutuações cambiais, sem gerar problemas financeiros e fiscais”, argumentou.

O ministro da Fazenda acredita que a economia já começou a dar sinais de resultados. Uma reforma tributária estão entre as medidas esperadas para recuperar o paísReuters

O ministro minimizou a resposta negativa dada pelo mercado à redução na meta de superávit primário, anunciada na última semana, e disse que as taxas cambiais irão se estabilizar. “Temos confiança que os mercados vão se ajustar e a taxa de câmbio tende a se estabilizar”, disse.

Barbosa reconheceu que a economia brasileira atravessa dificuldades, mas disse que o governo tem “todo o controle da situação” e os instrumentos para reduzir o endividamento e a inflação e retomar o crescimento.

“Estamos em uma fase de reequilíbrio, de ajustes. Nesta fase há aumento temporário da inflação e uma retração do ritmo da atividade econômica, com flutuação de alguns preços. Mas a direção está mantida, de reequilíbrio macroeconômico e principalmente a direção de recuperação do crescimento”, explicou.

O ministro está confiante na aprovação, pelo Congresso Nacional, da redução da meta de superávit primário do setor público para 2105, que caiu de R$ 66,3 bilhões para R$ 8,7 bilhões. A revisão tem que ser ratificada pelo Congresso, que precisará aprovar emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015 e ao projeto da LDO do próximo ano.

“Enviamos [ao Congresso] o que consideramos as metas adequadas, vamos defender a revisão. Acho que há um clima favorável de recepção da revisão por parte do Congresso”, ponderou Barbosa.

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