Petistas fazem ato de repúdio a atentado contra o Instituto Lula em São Paulo

Os manifestantes se reuniram em frente ao local, que fica no bairro do Ipiranga, zona sul paulistana

Por O Dia

São Paulo - Militantes do PT, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais fizeram nesta sexta-feira um ato de repúdio ao atentado sofrido pelo Instituto Lula na noite de quinta-feira da semana passada, quando um artefato explosivo foi arremessado contra o portão da instituição, de dentro de um carro.

Ninguém ficou ferido e ainda não foram apontados suspeitos pela ação. Em março, o Diretório Municipal do PT em São Paulo também foi alvo de um ataque a bomba. Duas semanas antes, a sede do partido em Jundiaí, na região metropolitana da capital, havia sido incendiada.

Lula no meio da manifestação contra o ódio e intolerância no seu Instituto em São PauloReuters

Os manifestantes se reuniram em frente ao instituto, que fica no bairro do Ipiranga, zona sul paulistana. Para o secretário municipal de Relações Governamentais de São Paulo, Alexandre Padilha, o ataque foi um ato terrorista: “O gesto de hoje é um repúdio a atendados terroristas, a manifestações de ódio e intolerância que não fazem bem para a democracia”, ressaltou. Padilha enfatizou ainda que o protesto também cobrava elucidação do crime. “É um gesto para cobrar punição para os responsáveis por esse atentado”, acrescentou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou sob ovação dos militantes, que se esforçavam para se aproximar e tirar fotos. Da janela do instituto, Lula jogou rosas aos manifestantes e agradeceu o apoio.

Militante petista há 34 anos, a administradora Joana Solitari disse que existe um movimento que tenta apartar o partido do poder. “Foi muita luta, muita batalha para a gente chegar aqui. E agora querem tirar a gente de tudo quanto é forma. Porque o PT está com o povo e eles acham que quem está com o povo está sempre errado”, comentou.

Lula joga flores para pessoas que estavam na manifestação em frente ao seu InstitutoEFE/Arquivo

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a posição dos partidos oposicionistas em relação às ações de intolerância: “Não vi uma declaração de nenhuma liderança [da oposição] contra esse atentado aqui, contra o ex-presidente da República. Eles estão compactuando com setores que flertam com o fascismo e não estão se diferenciando. As próprias passeatas têm setores pedindo a volta da ditadura militar”, disse Lindberg, em referência aos protestos contra a presidenta Dilma Rousseff em que houve presença de grupos favoráveis ao regime autoritário.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, disse que tem críticas à política econômica do governo. “Na nossa opinião, o ajuste deveria se iniciar pelo próprio governo, pelos empresários e, em último caso, chegar nos trabalhadores. Mas nós começamos pelos trabalhadores”, reclamou. Porém, ele disse que apoia a presidenta Dilma Rousseff e criticou a estratégia de alguns grupos de oposição: “Nós temos que buscar alternativas de governabilidade. Porque tem aqueles do quanto pior melhor, de uma certa forma expressando opiniões odiosas que não levam a lugar nenhum”.

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