Nova empresa assume segurança da Santa Casa de São Paulo

De acordo com o Grupo GR, a dívida da instituição está em torno de R$ 10 milhões

Por O Dia

São Paulo - Uma nova empresa assumiu a segurança e o controle de acesso da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, após o Grupo GR ter rompido o contrato com o hospital. O prestador de serviço alegou o “o não cumprimento contratual e a impontualidade nos pagamentos” para suspender as atividades às 6h de ontem. Na manhã deste domingo, a segurança da Santa Casa era feita pela empresa Cofre Seguro, conforme constatado no local.

De acordo com o Grupo GR, a dívida da instituição está em torno de R$ 10 milhões. Em julho do ano passado, a Santa Casa, que é o maior centro filantrópico da América Latina, fechou o pronto-socorro e suspendeu cirurgias eletivas e exames laboratoriais. Um dia depois de ter anunciado o fechamento, a Santa Casa reabriu o pronto-socorro e retomou os atendimentos. Em dezembro, uma auditoria feita pela empresa BDO Brasil revelou que a crise financeira da Santa Casa somava cerca de R$ 773 milhões.

A encarregada de produção Elaine Pereira, de 32 anos, que acompanha a mãe, internada no hospital há duas semanas, disse que, para os pacientes, a mudança não provocou nenhum impacto. Elaine soube da substituição da GR ao ouvir comentários entre os funcionários da Santa Casa. Segundo ela, apesar da crise na instituição, está recebendo “ótima” assistência. “A gente percebe a falta de alguns tipos de material, como luvas, essas coisas”, ressaltou.

Em junho deste ano, o médico e acionista do Banco Itaú José Luiz Setúbal foi eleito novo provedor da Santa Casa, em substituição a Kalil Rocha Abdalla, que renunciou no dia 16 de abril deste ano. O cargo vinha sendo ocupado desde então, de forma provisória, por Ruy Altenfelder.

A Agência Brasil não conseguiu contato neste domingo com a assessoria de imprensa da Santa Casa. Em nota enviada na sexta-feira, a Santa Casa informou que o contrato com o Grupo GR foi rescindido, a pedido do prestador de serviços e que uma nova empresa assumiria sábado de manhã o contrato.

“O valor do contrato firmado com a GR na gestão anterior é incompatível com o que a Santa Casa podia, e pode, hoje pagar. A dívida foi negociada e um acordo de parcelamento, feito ainda na gestão anterior. As parcelas estão sendo pagas em dia”, diz a nota do hospital. A reportagem também tentou contato com a empresa Cofre Seguros, mas o número de celular indicado não atendeu às ligações.

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