PF desarticula seita religiosa que mantinha fieis em trabalho escravo

Desde o início da manhã desa segunda-feira, a corporação cumpre 129 mandados judiciais. Dentre eles, seis de prisão temporária, seis de busca e apreensão e 70 sequestro de bens

Por O Dia

Rio - A primeira etapa da Operação De Volta para Canaã, deflagrada pela Polícia Federal, desarticulou uma organização criminosa que usava uma seita religiosa para se apoderar do patrimônios de fiéis e manter trabalhadores em regime de escravidão em Minas Gerais, Bahia e São Paulo. Cerca de 190 policiais cumprem 129 mandados judiciais, sendo seis de prisão temporária e seis de busca e apreensão. Segundo a PF, o grupo também é acusado por lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas, estelionato e falsidade ideológica.

De acordo com as investigações, os lideres da seita religiosa " Jesus, a verdade que marca" estariam mantendo pessoas em regime de escravidão nas fazenda onde desenvolviam as atividades e rituais religiosos. Para convencerem os fiéis a doarem seus bens, eles pregavam a política do "Tudo é de todos". Estima-se que o patrimônio doado pelos seguires da seita chegue a pouco mais de R$ 100 milhões.

Ao todo, cerca de seis mandados de prisão temporária, seis de busca e apreensão, 47 de condução coercitiva e 70 de sequestro de bens estão sendo cumpridos nas cidades mineiras de Pouso Alegre Poços de Caldas, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas, Lavras, Carrancas. Já na Bahia, as ordens judiciais foram para as cidades de Remanso, Morpará, Barra, Ibotirama, Cotegipe e, por fim, na capital de São Paulo.

Os envolvidos na responderão pela prática dos crimes de redução humana à condição análoga à de escravo, táfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

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