Por clarissa.sardenberg

Paraná - Após permanecer em silêncio na manhã desta segunda-feira durante a CPI da Petrobrás, o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu também não irá responder perguntas na tarde desta segunda em depoimento na Polícia Federal (PF). A informação foi confirmada pelo advogado Roberto Podval, que defende Dirceu, segundo o "Estadão".

Ainda nesta segunda-feira, de acordo com a publicação, a defesa de Dirceu vai pedir ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, que o ex-ministro seja transferido para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, em Curitiba. Ele está preso na Custódia da Superintendência da Polícia Federal.

O advogado afirma que Dirceu vai permanecer em silêncio pois ainda não tiveram acesso a diversos documentos necessários para a defesa. "Por exemplo, acessamos o laudo pericial da Polícia Federal, mas não a todo o material que demonstra como [os peritos] chegaram ao resultado. Esse material ainda não foi juntado aos autos. Então, não tenho como falar sobre o laudo sem ter isso”, afirmou Podval.

O advogado ressaltou também que ainda não foi possível analisar na íntegra a delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa. O empreiteiro afirmou que Dirceu recebia propinas do esquema na Petrobras.

José Dirceu foi preso na 17ª fase da Operação Lava Jato e foi o primeiro a ser ouvido nesta segunda-feira, na série de depoimentos que a comissão marcou para esta semana em Curitiba, no Paraná, onde se concentram as investigações.

Até quarta-feira, a CPI da Petrobras pretende ouvir, em Curitiba, 13 pessoas que são investigadas pela força-tarefa da Lava Jato. Além de Dirceu, foram convocados o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada, o presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e o executivo da construtora Elton Negrão de Azevedo.

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