Por karilayn.areias

Curitiba - O presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, disse nesta terça-feira que vai permanecer em silêncio perante a CPI da Petrobras, em audiência realizada em Curitiba (PR).

"Sempre estive à disposição da mídia, dos deputados, da Justiça. Prestei depoimento junto ao Supremo Tribunal Federal, mas infelizmente, neste momento, no que tange ao processo criminal em andamento, já que as testemunhas ainda estão sendo ouvidas, espero que entendam essa situação", disse o empresário.

Marcelo Odebrecht%3A ao todo%2C a Polícia Federal prendeu oito executivos da Odebrecht%2C suspeita de pagar propinas de mais de R%24 500 milhões a diretores da PetrobrasReprodução

Outros quatro executivos da empresa, convocados para hoje, fizeram o mesmo. Márcio Faria da Silva, Rogério Santos de Araújo, César Ramos Rocha e Alexandrino de Alencar também usaram o direito constitucional de permanecer calados diante das perguntas dos deputados.

Todos os cinco conseguiram no Supremo Tribunal Federal (STF) habeas corpus que lhes garante o direito de não responder os questionamentos. O advogado deles, Nabor Bulhões, disse que a defesa deles será feita na Justiça. “O STF garantiu o direito de o teor da defesa não ser antecipada à CPI”, explicou.

Ao todo, a Polícia Federal prendeu oito executivos da Odebrecht, suspeita de pagar propinas de mais de R$ 500 milhões a diretores da Petrobras e agentes políticos em troca de contratos com a estatal. A empresa nega as acusações.

Ex-gerente

O sexto convocado para depor na audiência desta terça-feira da CPI, em Curitiba (PR), é Celso Araripe de Oliveira, ex-gerente de Projetos da Petrobras, acusado de receber propina de R$ 1,4 milhão da Odebrecht em troca da construção da sede da estatal em Vitória (ES).

Nessa segunda, no primeiro dia de interrogatórios em Curitiba, todos os cinco convocados pela CPI se recusaram a responder as perguntas, entre os quais o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Zelada.

Diante das negativas, os deputados Celso Pansera (PMDB-RJ) e Valmir Prascidelli (PT-SP) defenderam que o relatório final da CPI proponha mudanças legislativas que garantam o poder de investigação de comissões parlamentares de inquérito.

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