Por adriano.araujo

Paraná - A Justiça Federal do Paraná condenou à prisão o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e mais oito acusados de envolvimento no esquema de desvios na estatal. Presos pela Operação Lava Jato, Vaccari e Duque foram condenados, respectivamente, a penas de 15 anos e quatro meses e 20 anos e oito meses. 

Ex-tesoureiro do PT%2C João Vaccari Neto%2C foi condenado a 15 anos de prisãoAgência Brasil

Os dois foram enquadrados em crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ainda cabe recurso da sentença. Duque e Vaccari estão presos no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

No despacho, o juiz Sérgio Moro pediu a prisão dos dois por envolvimento no recebimento de pelo menos R$ 4,26 milhões em propina de contrato fechado pela diretoria de Serviços da Petrobras e o Consórcio Interpar. Segundo o juiz, além do valor expressivo em um único contrato, a corrupção “gerou impacto no

“A corrupção com pagamento de propina de milhões de reais tendo por consequência prejuízo equivalente aos cofres públicos e a afetação do processo político democrático merece reprovação especial”, escreveu Moro. Esta é a primeira pena de Vaccari, que também é alvo de outras ações judiciais. É também a primeira condenação baseada em doações oficiais feitas ao PT de dinheiro desviado de obras da Petrobras.

Na sentença, Moro ressaltou ainda que a lavagem de dinheiro envolveu especial sofisticação, pois os recursos criminosos foram transformados em doações eleitorais registradas. Para ele, a lavagem, por meio de doação oficial, foi inusitada e conferiu “aparência de lícito”, até então “desconhecida nos precedentes brasileiros sobre o tema”.

Também foram condenados os delatores Pedro Barusco (ex-gerente da Petrobras), Augusto Mendonça (executivo da Toyo Setal), o doleiro Alberto Youssef, o operador Mario Goes e o lobista Julio Camargo. A ação penal tratava de obras da Petrobras em quatro empreendimentos: as refinarias de Paulínia (SP) e de Araucária (PR), o gasoduto Pilar-Ipojuca, no Nordeste, e o duto Urucu-Coari (AM).

Lobista do PMDB é preso

Preso na 19ª fase da Operação Lava Jato, João Augusto Rezende Henriques é suspeito de ser um dos operadores do PMDB na Diretoria Internacional da Petrobras. Pelas investigações da PF, ele recebeu R$ 20 milhões de empreiteiras suspeitas de integrarem o esquema de corrupção na estatal.

Também foi cumprido mandado de prisão preventiva – sem prazo determinado – contra José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix. Ele é investigado por ter pago R$ 140 milhões de propina da empresa para a Eletronuclear.

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