Por marcelle.bappersi

Paraná - A Polícia Federal deu início, na manhã desta segunda-feira, à 19ª fase da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras. Um dos donos da Engevix, José Antunes Sobrinho, já foi preso em Florianópolis. Segundo o Ministério Público Federal, ele realizou pagamentos de propina já com a operação em curso.

De acordo com procurador Carlos Fernando dos Santos, investigados afirmaram que José Antunes entrou em contato com testemunhas para tentar alterar o rumo das investigações. 

Segundo o procurador, há provas, por meio de documentos bancários, que envolvem a Engevix em pagamento de propina à Eletronucelar. Antunes também teria contratos entre a Engevix e a empresa Aratec, do almirante Othon Luiz Pinheiro, preso na 16º fase da Lava Jato, e emitia notas fiscais de falsas prestações de serviços.

"Ele fez movimentações em janeiro de 2015, inclusive, quando outro diretor da Engevix estava preso. Isso demonstra o quanto eles não têm limites nas suas operações", disse Carlos dos Santos.

Carlos dos Santos ainda disse que os casos do mensalão, do petrolão e da Eletronuclear são conexos. Segundo com ele, as autoridades trabalham com a hipótese de que o esquema tenha começado na Casa Civil, durante o governo de Lula.

A nova fase da operação cumpre 11 mandados judiciais, sendo sete mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e dois mandados de condução coercitiva, nas seguintes cidades: Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro.

Além do mandado de prisão preventiva contra José Antunes Sobrinho, ainda está em aberto um mandado de prisão temporária contra um lobista, que segundo o MPF, seria o maior operador internacional descoberto pelas investigações da Lava Jato.

De acordo com o Correio Brasiliense, o mandado de prisão temporária - de cinco dias -  é contra o lobista ligado ao PMBD João Augusto Henriques, que negocia se entregar, segundo o delegado Igor Romário de Paula. 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal ainda não divulgaram o nome deste suposto operador porque ele é uma pessoa conhecida e deverá se entregar até segunda-feira. O procurador afirmou que o investigado não está foragido.

A nova fase, denominada "Nessun Dorma" (que significa ninguém dorme em italiano), foca em propinas que teriam sido pagas envolvendo a diretoria internacional da Petrobras. 

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