Temer prevê dificuldades em aprovar CPMF. Joaquim Levy ironiza

Presidente em exercício também minimizou os riscos de impeachment de Dilma Rousseff

Por O Dia

Brasília - Em almoço com empresários, o presidente em exercício, Michel Temer, disse que duvida das chances de aprovação de uma nova CPMF no Congresso Nacional. Na terça-feira passada, o governo enviou proposta de emenda à Constituição (PEC), que estabelece alíquota de 0,2% sobre as movimentações financeiras. O novo imposto, que precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado, irá valer por até quatro anos, e os recursos arrecadados serão destinados à Previdência Social.

Michel Temer acha difícil a aprovação da CPMFJosé Cruz / Agencia Brasil

Questionado pela presidente do grupo Magazine Luiza, Luiza Trajano, Temer afirmou que, com sua experiência parlamentar, duvida da aprovação do novo tributo. No almoço organizado pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), em São Paulo, Temer encorajou empresários a procurar os líderes partidários contra medidas que os contrariam.

Michel Temer minimizou também os riscos de impeachment de Dilma. Em sua avaliação, o país não vive uma crise institucional que ponha em risco o mandato da petista. Segundo o empresário José Galló, presidente das lojas Renner, Temer disse que a crise é econômica. Ele também se mostrou otimista sobre a recuperação do quadro.

“Não falou se apoia ou não apoia a CPMF. Disse apenas que vai ser muito difícil de ser aprovada no Congresso”, contou Nelson Kheirallah, da Camisaria Colombo. O encontro de Temer com os empresário foi fechado e ele não deu entrevista na saída.

LEVY

Horas mais tarde, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reagiu com ironia às afirmações de Temer a respeito da dificuldade de aprovar a CPMF. “Ótimo, então ele quer a reforma da Previdência. Precisamos de um reequilíbrio fiscal. Como ele conhece o Congresso, está dizendo que vai aprovar a reforma da Previdência”, afirmou Levy, que também se reuniu com os empresários do setor de varejo.

Levy comentou ainda a votação pelo Congresso de 26 vetos dados a projetos que aumentavam gastos do governo. “Eu acho que foi um avanço muito importante na questão da votação de se manter os vetos. Porque a gente sabe que cada veto mantido é um imposto que você não precisa pagar. Então acho que agora o mais importante é manter os vetos na votação da semana que vem”, disse o ministro.

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