Por gabriela.mattos
Publicado 21/10/2015 20:54

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados foi alvo de protestos na tarde desta quarta-feira durante entrevista coletiva que concedeu no Salão Verde da Casa. Cunha falava a respeito de questões como a situação da presidente Dilma Rousseff e sobre o novo pedido de impeachment protocolado pela oposição quando passou a ser questionado por manifestantes a respeito de sua permanência na presidência da Câmara.

Durante um dos questionamentos dos repórteres, Cunha alegou que não conseguia ouvir a pergunta em função das vaias. “Por mais que eu tente, não consigo te ouvir”, disse. Ao ser perguntado se estaria preparado para esse tipo de manifestação, Cunha alegou que a manifestação não partira de parlamentares. “Isso é normal”, procurou minimizar o presidente, que abriu sorriso sem esconder algum constrangimento com a situação.

Alguns manifestantes passaram a se contrapor ao protesto anti-Cunha com gritos de fora Dilma e o cenário ao final da entrevista ficou tumultuado. Cunha se retirou do local. Antes de sair, foi questionado sobre a iniciativa do deputado Ivan Valente (PSOL-SP) de apresentar um voto em separado na CPI da Petrobras pedindo o indiciamento dele. “Problema dele e da CPI. Não é da minha alçada”, afirmou.

Motocicleta fiscal

Momentos antes de a entrevista ser encerrada, Cunha ironizou a situação fiscal do país sob o comando de Dilma e disse que não se pode falar mais em pedaladas fiscais. “Isso está virando uma motocicleta. Saiu da bicicleta e virou uma motocicleta”, apesar de cunhar a nova expressão, o presidente da Casa disse não ser capaz de afirmar que esse agravamento do quadro fiscal seria suficiente para legitimar um pedido de Impeachment.

Eduardo Cunha diz que pedaladas viraram 'motocicleta fiscal'Agência Brasil

O presidente não quis se comprometer com prazos a respeito da apreciação dos novos pedidos de impeachment que foram protocolados na Mesa Diretora. Cunha afirmou que a posição do governo no Congresso dependerá somente do próprio governo. “Você tem um momento que é cada momento. Se o governo não tem condições de contar com sua base e essa base não tem condições de dar sustentação, fica insustentável. Se você consegue constituir uma base e essa base te dá sustentação, ela fica sustentável”, declarou Cunha.

Fonte: IG

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