MPF vai cobrar de Pizzolato R$ 170 mil por despesas com extradição

Ex-diretor do BB foi condenado pelo STF a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato

Por O Dia

Brasília - O Ministério Público Federal (MPF) vai cobrar do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato o valor de R$ 170 mil pelas despesas envolvendo o processo de extradição da Itália para o Brasil. A informação foi divulgada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Pizzolato chegou ao país na manhã desta sexta-feira. Acompanhado por policiais federais, ele foi levado para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde ficará preso.

LEIA MAIS: Após ser entregue pela Itália, Pizzolato chega ao Brasil para cumprir pena

Pizzolato chega ao Brasil para cumprir penaAgência Brasil

Segundo Janot, as despesas se referem a viagens, à tradução de documentos e a vídeos gravados na Penitenciária da Papuda e em dois presídios de Santa Catarina, com o objetivo de demonstrar às autoridades italianas que o ex-diretor teria tratamento digno nas prisões brasileiras. Ainda de acordo com o PGR, o órgão vai pedir ainda a repatriação dos 113 mil euros (cerca de R$ 496 mil, na cotação atual) apreendidos com Pizzolato em 2014 na Itália.

Sobre a chegada do ex-diretor do Banco do Brasil ao país, Janot avaliou a data como um dia importante para a Justiça brasileira. Para ele, a extradição só foi possível graças à conjugação de esforços de diversos órgãos do Estado brasileiro, como a Advocacia-Geral da União, o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores.

“Não adianta fugir das decisões da Justiça brasileira. A decisão da Justiça brasileira alcança o condenado onde ele estiver”, disse. “Trata-se de um recado muito claro, paradigmático. É um divisor de águas”, completou o procurador-geral da República.

Últimas de _legado_Brasil